Brasil enfrenta alta incidência de hanseníase com cerca de 22 mil novos casos anuais
A Hanseníase, uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, os olhos e as mucosas do nariz e do trato respiratório. Apesar dos avanços na medicina, o Brasil ainda figura entre os países com maior número de casos no mundo, registrando cerca de 22 mil novos diagnósticos anualmente. Essa alta incidência representa um grave problema de saúde pública, exigindo atenção e recursos para o controle e erradicação da doença. A capacidade de cura é alta quando o diagnóstico é precoce e o tratamento, que inclui uma combinação de antibióticos, é seguido corretamente. No entanto, a hanseníase frequentemente causa estigma e discriminação, o que pode levar ao isolamento social e dificultar o acesso ao cuidado. A doença pode se manifestar de diversas formas, e os sintomas podem levar anos para aparecer após a infecção, tornando o diagnóstico precoce um fator crucial para evitar sequelas permanentes. A incapacidade física, como perda de sensibilidade e movimentos, pode ocorrer se o tratamento não for iniciado a tempo de impedir o dano aos nervos. Diversas iniciativas estão em andamento para reforçar o combate à hanseníase. Campanhas como o Janeiro Roxo buscam aumentar a conscientização sobre a doença, incentivando a população a procurar atendimento médico caso apresente sintomas suspeitos, como manchas na pele com alteração de sensibilidade. A capacitação de profissionais de saúde em áreas de maior incidência é fundamental para garantir que a doença seja identificada e tratada de forma eficaz, diminuindo a cadeia de transmissão e prevenindo complicações. A luta contra a hanseníase envolve não apenas o diagnóstico e tratamento, mas também o combate ao preconceito e a promoção da inclusão social das pessoas afetadas, garantindo que todos tenham acesso à informação e ao cuidado necessário para uma vida plena e saudável. A erradicação da hanseníase, que é um objetivo global, depende de um esforço conjunto entre governos, profissionais de saúde, comunidades e a sociedade civil, para que a doença deixe de ser um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, assegurando a dignidade e o bem-estar de todos.