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Ministério da Saúde desiste da vacina contra Zóster no SUS alegando preços elevados

A decisão do Ministério da Saúde em não incluir a vacina contra o herpes-zóster no rol de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) tem como principal justificativa os preços considerados elevados para aquisição em larga escala. O vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora, permanece latente no organismo e pode reativar na idade adulta, especialmente em idosos, provocando uma erupção cutânea dolorosa e, por vezes, complicações graves como a nevralgia pós-herpética, uma dor crônica que pode persistir por meses ou anos. A falta de acesso a essa vacina preventiva no SUS levanta preocupações sobre a saúde pública e o bem-estar da população idosa, que é mais vulnerável ao zóster e suas sequelas. A busca por alternativas e a negociação de preços mais acessíveis tornam-se essenciais para garantir a proteção contra essa doença debilitante. A inclusão de novas vacinas no calendário do SUS é um processo complexo que envolve análises técnicas, de custo-efetividade e de impacto orçamentário. No caso da vacina contra o herpes-zóster, o alto valor de mercado tem sido um entrave significativo para sua incorporação. Medicamentos e imunizantes que já não são mais produzidos em larga escala no Brasil muitas vezes dependem de importação, o que pode elevar consideravelmente os custos. A Agência Brasil e o GLOBO, em reportagens e respostas a leitores, trouxeram à tona a discussão sobre o custo da vacina e a dor que a doença pode causar, evidenciando a importância de se encontrar soluções para tornar a proteção contra o zóster mais acessível. Fontes como o Jornal do Senado também acompanham debates sobre saúde e acesso a tratamentos, reforçando a relevância do tema para a agenda política e social do país. A população idosa, que representa uma parcela crescente do eleitorado e da sociedade, é diretamente impactada por essa decisão, que pode levar a um aumento na procura por serviços de saúde para tratamento da doença já instalada, em vez de focar na prevenção. Este cenário desafia o próprio conceito de universalidade do SUS e exige um debate profundo sobre prioridades e sustentabilidade na oferta de serviços de saúde preventiva.