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Brasil Atinge Meta de Cobertura Apenas Para Duas Vacinas de Bebês em 2025

A saúde pública brasileira enfrenta um desafio significativo com a notícia de que o país só atingirá a meta de cobertura vacinal para duas vacinas de recém-nascidos em 2025. Esta informação, divulgada por diversos veículos como O Globo, Folha de S.Paulo e CBN, aponta para uma fragilidade preocupante no programa de imunização infantil, fundamental para a erradicação de doenças e a proteção da população. A vacina BCG, responsável pela prevenção da tuberculose, é uma das que cumprem a meta no Rio de Janeiro segundo a CBN, mas a situação geral do país é de alerta.

O calendário vacinal brasileiro é extenso e inclui doses importantes para garantir a proteção contra doenças como poliomielite, sarampo, coqueluche, difteria, tétano, hepatite B, entre outras. A baixa cobertura vacinal para a maioria delas pode levar a um aumento na incidência dessas enfermidades, especialmente em um cenário global onde surtos têm sido recorrentes. A meta de 90% de cobertura para a maioria das vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é crucial para manter o controle e a eliminação dessas doenças em território nacional, um feito que o Brasil historicamente celebrou.

Diversos fatores podem contribuir para essa queda na cobertura, incluindo a desinformação sobre a segurança e eficácia das vacinas, a dificuldade de acesso a postos de saúde em algumas regiões, a sobrecarga do sistema de saúde e a diminuição da percepção de risco para doenças já controladas. Campanhas de vacinação bem-sucedidas são resultado de um esforço conjunto entre governo, profissionais de saúde e a sociedade, e a falha em atingir essas metas pode ter consequências a longo prazo na saúde coletiva.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reiteradamente alertam sobre a importância da vacinação como uma das intervenções de saúde pública mais eficazes. A queda nas taxas de cobertura ameaça reintroduzir doenças que já haviam sido controladas ou eliminadas, gerando custos adicionais em tratamento e um impacto social e econômico considerável. Recuperar a confiança da população e reestruturar as estratégias de vacinação tornam-se, portanto, prioridades urgentes para o país.