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Irmã Henriqueta, guerreira na defesa dos direitos das crianças no Marajó, morre em trágico acidente

Irmã Henriqueta Cavalcante, uma incansável defensora dos direitos humanos e uma figura de grande relevância na luta contra o abuso e a exploração infantil na região amazônica do Marajó, faleceu tragicamente em um acidente de carro ocorrido na Paraíba. A notícia de sua morte, confirmada por diversas fontes de notícias, como O Globo, UOL Notícias e Jornal da Paraíba, gerou comoção nacional, com políticos e artistas expressando profundo pesar pela perda. O Governo do Pará, através da Agência Pará, já decretou luto oficial em reconhecimento à sua trajetória dedicada ao bem-estar das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A região do Marajó, marcada por desafios sociais complexos, perde uma de suas mais fervorosas e corajosas vozes. Irmã Henriqueta dedicou décadas de sua vida a oferecer proteção, educação e esperança a milhares de crianças e jovens, atuando diretamente no combate às redes de exploração sexual e ao abuso infantil que assolam a área. Sua atuação ia além do acolhimento, englobando advocacy por políticas públicas mais eficazes e pela aplicação rigorosa da lei, enfrentando poderes estabelecidos e realidades sombrias com determinação e fé. A tragédia em Campina Grande, na Paraíba, onde o acidente resultou na perda de sua vida e deixou outras três pessoas feridas, interrompe de forma brutal o trabalho de uma pessoa cuja influência se estendia para além das fronteiras geográficas de sua atuação principal. A partida de Irmã Henriqueta não é apenas a perda de uma religiosa ou de uma ativista, mas o silenciamento de um farol de esperança para muitos que lutam diariamente por um futuro mais justo e seguro. Sua legado, no entanto, perdurará através das vidas que tocou e da inspiração que deixou para as futuras gerações de defensores dos direitos humanos, que certamente se sentirão motivados a dar continuidade à sua missão. O vazio deixado por sua ausência reforça a urgência de se dar atenção contínua às feridas sociais expostas por ela no Marajó e em outras regiões do país.