Ouro pode disparar 40 vezes com fim do dólar como reserva global; veja projeções
A hipótese de o dólar americano perder seu status de moeda de reserva global, atualmente dominante, abre um cenário de especulação intensa para o valor do ouro. Se essa transição ocorrer, o ouro, historicamente considerado um porto seguro em tempos de incerteza econômica e desvalorização de moedas fiduciárias, poderia experimentar uma valorização sem precedentes, com estimativas sugerindo um aumento de até 40 vezes seu valor atual. Essa dinâmica se baseia na ideia de que, na ausência de um dólar forte e confiável, investidores e governos buscam alternativas tangíveis e escassas para salvaguardar seus ativos, e o ouro se encaixa perfeitamente nesse perfil. A perda de status do dólar poderia ser desencadeada por uma série de fatores, como o aumento excessivo da dívida pública americana, instabilidade política interna, ou a emergência de uma moeda digital global ou de outro bloco econômico com poder de barganha soberano considerável. Cada um desses eventos, isoladamente ou em conjunto, poderia erosionar a confiança no sistema monetário atual e forçar uma realocação massiva de capital para ativos de refúgio comprovado. A substituição de uma moeda de reserva global não é um evento comum na história econômica moderna, mas já ocorreu em períodos anteriores, como a transição da libra esterlina para o dólar após a Segunda Guerra Mundial. A peculiaridade da situação atual reside na magnitude e na velocidade com que essa transição poderia se desenrolar, impulsionada pelas inovações tecnológicas e pela interconexão global. A ascensão de moedas digitais, tanto estatais quanto privadas, apresenta um desafio direto à hegemonia do dólar, visto que oferecem alternativas mais rápidas e, potencialmente, mais transparentes para transações internacionais. Plataformas de pagamento descentralizadas e criptomoedas já demonstram o potencial para desafiar os sistemas financeiros tradicionais, e um movimento coordenado de países ou blocos econômicos em direção a uma nova cesta de moedas de reserva, possivelmente incluindo ouro de forma mais proeminente ou ativos digitais lastreados em commodities, poderia acelerar essa mudança. O impacto em outras classes de ativos seria igualmente drástico, com títulos soberanos de economias instáveis perdendo valor rapidamente e ações de empresas com forte lastro em economias emergentes ganhando terreno, mas o ouro se destacaria como o principal beneficiário imediato, dada sua reputação milenar como reserva de valor definitiva. Investidores já demonstram um otimismo cauteloso em relação ao desempenho futuro do ouro, evidenciado pelo interesse em instrumentos financeiros como ETFs (Exchange Traded Funds) lastreados no metal. Projeções para 2025 e 2026 indicam que o ativo poderia atingir novas máximas, refletindo não apenas a busca por segurança em um cenário de incertezas geopolíticas e inflacionárias, mas também as expectativas de uma potencial reconfiguração do sistema monetário internacional. Fundos de investimento e gestoras de patrimônio têm adicionado ouro às suas carteiras, considerando-o uma proteção inteligente contra a volatilidade e um hedge contra a desvalorização de moedas fiduciárias. Além disso, a própria natureza física e finita do ouro o torna um ativo escasso e, portanto, valioso em um mundo que enfrenta desafios de escassez de recursos e políticas monetárias expansionistas, que tendem a diluir o poder de compra das moedas tradicionais. A narrativa de que o ouro está retornando como um ativo de eleição, superando potencialmente o papel dos títulos de dívida de economias desenvolvidas, ganha força. Enquanto os títulos podem oferecer rendimentos previsíveis, o ouro oferece um seguro contra eventos catastróficos e uma valorização potencial que pode superar amplamente os retornos de renda fixa em cenários de crise monetária. A diversificação em um portfólio é crucial, e a inclusão de ouro, especialmente em um contexto de expectativas de declínio do dólar como reserva global, parece ser uma estratégia cada vez mais adotada por investidores que buscam proteger e aumentar seu capital em um horizonte de médio a longo prazo, antecipando uma ordem econômica mundial diferente daquela que prevaleceu nas últimas décadas. A atenção voltada para o comportamento recente do ouro, com altas expressivas em períodos curtos, sinaliza que o mercado já está precificando parte desses riscos e oportunidades. O desempenho de ETFs como o SPDR Gold Trust em anos recentes, com altas significativas, corrobora essa tendência e sugere que o ativo é visto como um investimento estratégico por um número crescente de participantes do mercado financeiro global, reforçando a ideia de que o ouro não é apenas um resquício do passado, mas um componente vital para a segurança financeira futura.