Janeiro Roxo: Manaus e Sorocaba intensificam ações de combate à hanseníase
Manaus dá o pontapé inicial na campanha Janeiro Roxo nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, com um robusto calendário de ações integradas voltadas para a saúde e a cidadania. A iniciativa, liderada pela Prefeitura, visa intensificar o combate à hanseníase, oferecendo à população acesso facilitado a consultas e orientações dermatológicas em diversas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Este período é crucial para alertar sobre os sinais, sintomas e a importância do diagnóstico precoce da doença, que pode levar a incapacidades físicas se não tratada a tempo. A Prefeitura demonstra um compromisso com a saúde pública ao priorizar ações preventivas e curativas, buscando alcançar um maior número de cidadãos e desmistificar a hanseníase. A campanha não se limita apenas ao atendimento médico, mas também abrange a educação sanitária e o acolhimento aos pacientes, elementos fundamentais para o sucesso no controle da doença. Ações específicas no Portal do Holanda e em outras mídias locais buscam ampliar o alcance das informações, garantindo que o máximo de pessoas sejam informadas sobre as oportunidades de cuidado disponíveis. O objetivo é transformar este Janeiro Roxo em um marco na luta contra a hanseníase em Manaus, reforçando a rede de atenção primária e o papel essencial dos profissionais de saúde na identificação e tratamento da doença. Em Sorocaba, a campanha Janeiro Roxo também ganha força com a realização de atividades de conscientização promovidas pelas Unidades Básicas de Saúde. O foco é educar a comunidade sobre a hanseníase, incentivando a busca por atendimento médico ao menor sinal de alerta. A hanseníase, antes conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, e embora tratável, ainda apresenta desafios em sua erradicação. A falta de informação e o estigma associado à doença contribuem para o diagnóstico tardio em muitas regiões, perpetuando sua transmissão e as consequências incapacitantes. A Prefeitura de Sorocaba, ao somar esforços com a iniciativa nacional, reforça a importância da vigilância epidemiológica e da atenção primária na detecção precoce e no acompanhamento dos pacientes, garantindo o acesso ao tratamento gratuito e integral oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil, infelizmente, figura como o segundo país em número de casos de hanseníase no mundo, um dado alarmante que ressalta a urgência e a necessidade de campanhas como o Janeiro Roxo. Esta realidade impõe um desafio contínuo aos sistemas de saúde, que precisam de estratégias robustas para não apenas tratar os casos existentes, mas também para identificar e cortar as cadeias de transmissão. A hanseníase é curável e o tratamento oferecido pelo SUS é eficaz, mas a demora no diagnóstico ou a interrupção do tratamento podem agravar a condição, levando a deformidades e deficiências neurológicas, oftálmicas e do sistema motor. Em algumas áreas, a endemicidade da doença ainda exige atenção especial, com a implementação de medidas de controle que vão além do tratamento individual, abordando questões de saneamento básico e educação em saúde de forma mais ampla. A campanha Janeiro Roxo serve como um lembrete anual da importância de manter a hanseníase em pauta, não apenas entre profissionais de saúde, mas em toda a sociedade. A desinformação e o preconceito ainda são barreiras significativas para o controle da doença, e a conscientização é uma ferramenta poderosa para superá-las. A busca ativa por casos, o fortalecimento da capacidade diagnóstica das unidades de saúde, a capacitação contínua dos profissionais e o engajamento da comunidade são pilares essenciais para que o Brasil consiga reverter sua posição no cenário mundial da hanseníase e garantir que todos os brasileiros tenham o direito a uma vida livre desta doença e de suas consequências. O envolvimento de órgãos de imprensa e influenciadores digitais também é fundamental para amplificar a mensagem e alcançar públicos diversos. A colaboração entre governos municipal, estadual e federal, juntamente com a sociedade civil, é o caminho para um futuro onde a hanseníase seja apenas uma memória. Este contexto de preocupação global e local exige um esforço coordenado e contínuo em prol da erradicação da hanseníase.