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Trump ordena saída dos EUA de mais de 60 organizações internacionais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a saída do país de mais de 60 organizações internacionais. A medida, anunciada nesta quinta-feira (03/09), abrange uma ampla gama de fóruns, agências e iniciativas globais, gerando incertezas sobre o papel americano no cenário multilateral e o impacto em programas de cooperação em diversas áreas. Entre as organizações afetadas estão aquelas ligadas a temas como saúde global, meio ambiente, direitos humanos e desenvolvimento econômico, o que pode significar a interrupção de financiamentos e a perda de influência dos EUA em decisões importantes. A justificativa oficial para a retirada reside na necessidade de reavaliar os custos e benefícios da participação americana nessas entidades, buscando priorizar os interesses nacionais e evitar o que o governo considera ser uma drenagem de recursos sem retorno adequado.

A lista completa das organizações de onde os EUA se retirarão ainda não foi divulgada em sua totalidade, mas fontes indicam que a ordem abrangerá desde agências da ONU até acordos regionais menos conhecidos. Essa ação se alinha com a política de ‘America First’ promovida pela administração Trump, que tem questionado o valor de compromissos multilaterais e acordos internacionais. Críticos apontam que essa política de isolamento pode enfraquecer instituições globais essenciais para a resolução de problemas transnacionais, como pandemias, mudanças climáticas e crises migratórias, além de abrir espaço para que outras potências aumentem sua influência. A saída de organizações focadas em desenvolvimento pode impactar diretamente países em desenvolvimento que dependem de ajuda externa e cooperação técnica.

A decisão de Trump não é inédita. Ao longo de sua presidência, os EUA já se retiraram do Acordo de Paris sobre o Clima, da Organização Mundial da Saúde (OMS) – embora a nova administração Biden tenha revertido essa decisão –, e do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Cada uma dessas saídas foi justificada pela busca por maior autonomia e pela crítica à parcialidade ou ineficiência das instituições. No entanto, a magnitude da ordem executiva atual, abrangendo mais de 60 organizações, representa uma escala maior de desengajamento, levantando preocupações sobre um possível reordenamento global onde os EUA ocupariam uma posição menos central no multilateralismo.

Analistas internacionais alertam que a retirada dos EUA pode gerar um vácuo de liderança e financiamento, forçando outras nações a assumir responsabilidades maiores ou a buscar novas parcerias. Em um mundo cada vez mais interconectado, onde desafios globais exigem respostas coordenadas, a decisão de se afastar de tantas plataformas de cooperação pode ter consequências de longo prazo, tanto para os Estados Unidos quanto para a ordem internacional. O futuro da participação americana em fóruns globais permanece incerto, dependendo das próximas ações e possíveis reversões por futuras administrações.