México impõe cotas à importação de carne bovina e suína, impactando o Brasil e gerando alerta sobre protecionismo global
O México anunciou recentemente a imposição de cotas para a importação de carne bovina e suína sob regime de tarifa zero. Esta medida, publicada em diário oficial, estabelece limites quantitativos para as importações isentas de impostos, o que significa que qualquer volume que ultrapasse essas cotas será sujeito a tarifas alfandegárias. Para o Brasil, um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina e suína, esta decisão representa um desafio significativo, podendo gerar perdas econômicas relevantes e exigir uma readequação nas estratégias de exportação para o mercado mexicano. A carne brasileira, conhecida por sua qualidade e competitividade, agora enfrentará barreiras comerciais que podem reduzir seu acesso e participação no país norte-americano. A comunidade agronegócio brasileira demonstra apreensão com a notícia, buscando entender a extensão dos impactos e possíveis negociações com o governo mexicano. A decisão do México segue uma tendência observada em outros mercados, como a China, que também têm adotado medidas de controle de importação. Este cenário reforça o alerta sobre o crescimento do protecionismo no comércio global de alimentos, um movimento que pode desestabilizar cadeias produtivas e afetar a segurança alimentar em diversas nações. Analistas de comércio internacional alertam que, se essa tendência continuar, as relações comerciais entre países podem se tornar mais complexas e menos previsíveis, exigindo maior atenção e flexibilidade por parte dos exportadores brasileiros. A busca por novos mercados ou a diversificação de produtos pode se tornar essencial para mitigar os efeitos dessa nova política tarifária do México e de outros países que possam seguir o mesmo caminho.