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Defesa de Filipe Martins nega uso do LinkedIn e responde a Moraes

Em resposta a uma solicitação do Ministro Alexandre de Moraes, a defesa de Filipe Martins protocolou um documento negando veementemente que seu cliente tenha utilizado a plataforma LinkedIn. A controvérsia surgiu após alegações, que levaram o ministro a conceder um prazo de 24 horas para que Martins explicasse o suposto uso da rede social em meio a um processo de domiciliar. A notícia ganhou destaque em diversos veículos de comunicação, como CNN Brasil, UOL Notícias e Valor Econômico, que acompanharam de perto os desdobramentos da investigação e as manifestações da defesa.
A argumentação da defesa centra-se na ideia de que, embora tenha havido um acesso à rede social, não foram realizadas quaisquer publicações por parte de Filipe Martins. Esta distinção é crucial para contestar a narrativa que vinha sendo construída, sugerindo uma atividade online que pudesse ser interpretada como tentativa de fuga ou comunicação indevida. A decisão de Moraes em autorizar a delegada a receber familiares fora do horário estipulado para o Réveillon também foi mencionada, indicando um contexto de sensibilidade e particularidade nas ações relacionadas a este caso.
Paralelamente, a notícia sobre o presidente do Instituto Voting (IVL), foragido da Justiça, que teria utilizado redes sociais para rebater a Procuradoria-Geral da República (PGR), aponta para um padrão preocupante de indivíduos envolvidos em processos legais que recorrem a plataformas digitais para se defender ou contrapor acusações. Este cenário levanta questões sobre a eficácia das restrições de comunicação e o papel das redes sociais em investigações em andamento, especialmente quando envolvem figuras públicas ou com implicações jurídicas.
Diante do exposto, o caso de Filipe Martins se insere em um debate mais amplo sobre como a justiça lida com a atividade online de investigados e réus. A negação do uso do LinkedIn, ou ao menos a minimização de sua extensão, busca desarticular qualquer evidência que possa ser utilizada contra ele, reforçando a importância de uma análise criteriosa das provas apresentadas e das informações veiculadas em diferentes esferas, incluindo a midiática e a judicial. A expectativa agora é pela continuidade das apurações e pela posição definitiva das autoridades diante dos argumentos apresentados pela defesa.