Primeiro-ministro Houthi do Iêmen morre em ataque israelense, grupo promete vingança
O movimento houthi, que controla grande parte do Iêmen, divulgou um comunicado anunciando a morte de seu primeiro-ministro, identificado como Abdul-Malik Al-Houthi, em um ataque aéreo que atingiu a capital Sanaa. O grupo imediatamente atribuiu a responsabilidade pelo ataque a Israel, intensificando as acusações mútuas e a retórica de confronto na região. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, temendo uma nova onda de violência que possa desestabilizar ainda mais o já frágil cenário iemenita e expandir o conflito em curso no Oriente Médio. A guerra civil no Iêmen, que já dura desde 2014, causou uma das piores crises humanitárias do mundo, com milhões de pessoas necessitando de assistência.
As declarações dos houthis sobre a autoria do ataque por parte de Israel chegam em um momento de grande sensibilidade, dada a intensificação de ataques de drones e mísseis por parte do grupo no Mar Vermelho contra navios com ligações a Israel ou países ocidentais. Essas ações, por sua vez, resultaram em retaliações por parte dos Estados Unidos e do Reino Unido, que realizaram ataques contra alvos houthis no Iêmen. A acusação direta contra Israel, neste contexto, sugere uma tentativa de consolidar uma narrativa de união contra um inimigo comum e de justificar futuras ações militares em nome da vingança pela morte de seu líder do governo.
A alegada morte do primeiro-ministro houthi representa um golpe significativo para a estrutura de poder do grupo, podendo gerar instabilidade interna e novas disputas pela liderança. Contudo, é importante ressaltar que as informações sobre a autoria e as vítimas de conflitos na região são frequentemente disputadas por ambos os lados. Sem confirmação independente ou evidências concretas apresentadas pelos houthis ou por Israel, a narrativa oficial do grupo deve ser analisada com cautela, considerando o contexto de guerra de informação inerente a conflitos dessa natureza.
O Iêmen já está sofrendo as consequências devastadoras de uma guerra civil prolongada, que envolve intervenção estrangeira e grupos rebeldes. A possível entrada de Israel em um cenário de confrontação direta no Iêmen, seja por meio de ataques aéreos ou por meio de apoio a outros atores regionais, adiciona uma nova camada de complexidade a um cenário já caótico. As promessas de vingança por parte dos houthis prenunciam um período de maior enfrentamento, e a situação demandará uma vigilância constante por parte da comunidade internacional para evitar uma escalada generalizada no Oriente Médio.