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Israel declara Cidade de Gaza zona de combate e intensifica ataques

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram a medida nesta quinta-feira, designando a Cidade de Gaza como uma zona de combate perigosa. Essa classificação implica em um aumento considerável da atividade militar na área, com o objetivo de neutralizar as infraestruturas e os combatentes do Hamas. Consequentemente, o corredor humanitário previamente estabelecido para a saída de civis foi suspenso, gerando apreensão sobre o destino da população que permanece na cidade. A intensificação dos bombardeios, que já vinham ocorrendo, agora abrangerá de forma mais ampla os arredores e o interior da Cidade de Gaza.

A declaração de zona de combate perigosa reflete a estratégia israelense de isolar e desmantelar as operações do Hamas na área urbana mais densamente povoada. As FDI alegam que o Hamas utiliza a infraestrutura civil para fins militares, como túneis subterrâneos e centros de comando, o que torna a operação terrestre complexa e perigosa. A suspensão do corredor humanitário, segundo as autoridades israelenses, é uma medida de segurança para proteger os civis em trânsito, embora críticos apontem que isso restringe a capacidade de evacuação e aumenta o risco para a população presa no fogo cruzado.

Essa escalada militar ocorre em meio a tensões internacionais crescentes e apelos por um cessar-fogo. A Cruz Vermelha e outras organizações humanitárias expressaram profunda preocupação com o impacto dessas ações sobre os civis, incluindo a potencial escassez de suprimentos essenciais como água, alimentos e medicamentos. A falta de um corredor seguro para evacuação e a intensificação dos confrontos levantam sérias questões sobre a aplicação dos princípios do direito internacional humanitário.

Analistas apontam que a decisão de Israel de transformar a Cidade de Gaza em uma zona de combate pode sinalizar uma fase mais agressiva e prolongada do conflito. O sucesso militar de Israel em desmantelar o Hamas na cidade será medido não apenas pela capacidade de atingir seus objetivos militares, mas também pela minimização de baixas civis e pela preservação da infraestrutura crítica. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, com fortes apelos para que ambas as partes ajam com contenção e priorizem a proteção da vida humana.