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Fiocruz confirma três casos de encefalite equina venezuelana em humanos no Amazonas

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta epidemiológico após a confirmação de três casos de encefalite equina venezuelana (EEv) em humanos no estado do Amazonas. A doença viral, que tem como hospedeiros principais os equinos, pode ser transmitida para humanos através da picada de mosquitos infectados, representando um risco significativo à saúde pública, especialmente nas regiões de fronteira com o Peru e a Colômbia. Os casos confirmados levantam preocupações sobre a circulação do vírus em território brasileiro e a necessidade de intensificar as medidas de vigilância e controle. A Fiocruz destaca a importância da notificação precoce de casos suspeitos em animais e humanos para um diagnóstico rápido e intervenção adequada, visando conter a disseminação da enfermidade. O EEv é conhecido por apresentar um quadro clínico que varia de sintomas gripais leves a quadros neurológicos graves, incluindo encefalite, que pode levar à morte. A ocorrência desses casos em humanos no Amazonas reforça a necessidade de monitoramento constante de doenças zoonóticas, aquelas que podem ser transmitidas de animais para humanos. A agência de saúde brasileira, em parceria com órgãos estaduais e municipais, tem intensificado as ações de vigilância entomológica e a coleta de amostras para identificar os focos de proliferação do mosquito vetor e as áreas de maior risco de transmissão. É fundamental que a população esteja ciente dos sintomas da EEv e procure atendimento médico imediato caso apresente febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, convulsões ou alterações neurológicas, especialmente se esteve em áreas de possível contato com animais infectados ou picada de mosquitos. A prevenção, incluindo o uso de repelentes, a eliminação de criadouros de mosquitos e a proteção de animais domésticos, são medidas cruciais para evitar a propagação da doença. A encefalite equina venezuelana é uma arbovirose que tem potencial para causar surtos em humanos e animais, exigindo uma resposta coordenada e eficaz dos sistemas de saúde pública. A comunicação transparente e a colaboração entre diferentes setores são essenciais para o manejo da situação sanitária e a proteção da população amazônica e de outras regiões potencialmente em risco. A Fiocruz continua monitorando a evolução da situação e emitindo orientações para os profissionais de saúde e a comunidade em geral.